A modernização do perímetro de rega do Roxo, visando uma maior eficiência na utilização da água, tem sido a prioridade da Associação de Beneficiários do Roxo (ABRoxo). Uma ambição que levou a instituição a apresentar ao novo Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2020 diversas candidaturas para obras avaliadas em cerca de 30 milhões de euros.

De acordo com o presidente da ABRoxo, cerca de três milhões de euros destinam-se à conclusão dos trabalhos de modernização do canal condutor geral do perímetro. Os restantes 27 milhões serão aplicados nos blocos de Vale de Zebro e Monte Novo, que passarão de blocos gravíticos para blocos de pressão. "Isso permitirá que haja um aumento de área regada em cerca de 2.000 hectares e, ao mesmo tempo, que seja tudo automatizado em termos de rega", justifica António Parreira ao "CA".

Estes investimentos surgem depois de a ABRoxo ter aproveitado o anterior PDR para investir cerca de 3,5 milhões de euros na modernização e na melhoria de eficiência do perímetro.  "O investimento foi feito em parte do canal condutor geral e nos órgãos de segurança e de monitorização da barragem. Isso permitiu à ABRoxo poupar água. A água que se perde é muito menor e hoje temos perdas muito pequenas no transporte e utilização de água", garante António Parreira.

Agricultores apoiados
Paralelamente ao investimento no perímetro de rega, a ABRoxo tem também vindo a reforçar o apoio que presta aos regantes que utilizam a água proveniente da albufeira situada no concelho de Aljustrel.
É o caso do SIAR – Serviço Integrado de Apoio ao Regante, que permite aos agricultores tornarem as suas explorações mais rentáveis sem necessitarem de gastar tanta água.
"Através do SIAR temos sensores de humidade que se instalam no terreno, recebemos os dados que depois trabalhamos e depois dizemos ao agricultor que quantidade de água deve utilizar na sua rega", explica António Parreira.
Depois existe a nova plataforma QARCS – Qualidade da Água da Albufeira do Roxo na Dinâmica dos Solos e Culturas Agrícolas, dinamizado em parceria com o Politécnico de Beja e a Universidade de Évora e que pode ser acedida através do site da associação na Internet (em www.abroxo.pt).
"É um projecto que visa monitorizar a qualidade da água, ver o seu efeito no solo e nas culturas. Os dados são lançados numa plataforma, onde os agricultores podem localizar a sua exploração e sabem o que contém a água que chega às suas explorações e que tipos de solos possuem", adianta o presidente da ABRoxo.

Noticia "Correio do Alentejo"