Reportagem no PORTUGAL EM DIRETO sobre a Barragem do Roxo e Odivelas. A seca preocupa agricultores, pois com as barragens nos limites mínimos os agricultores estão preocupados com o final do verão.

O presidente da Associação de Beneficiários do Roxo Eng. António Parreira refere que a EDIA está com dificuldades em repor os níveis pretendidos. 

Localizada na freguesia de São João de Negrilhos, Aljustrel, a Associação de Beneficiários do Roxo (AB Roxo) é a entidade responsável pela gestão do aproveitamento hidroagrícola do Roxo. Este aproveitamento, em exploração desde 1968, com origem na barragem do Roxo, iniciou-se com uma área beneficiada de 5081 hectares (1ª fase), como parte integrante do plano de rega do Alentejo.

Com a efetivação da ligação do Empreendimento de Fins Múltiplos de Alqueva à Albufeira do Roxo, em 2010, foram criadas as condições para proceder à concretização da segunda fase do perímetro de rega do Roxo, perfazendo atualmente a área regada de cerca de 8.240 hectares. A este respeito foram criadas novas áreas de regadio, o Bloco de rega de Aljustrel construído pela EDIA (Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva) e entregue à gestão da AB Roxo e o bloco de Roxo-Sado, este ainda sob gestão da EDIA.

A seca que está a afectar o Baixo Alentejo não coloca, para já, condicionantes ao regadio na zona de influência do Roxo. A barragem situada no concelho de Aljustrel estava no dia 10 de Maio de 2017, a menos de 20% da sua capacidade máxima, que é de 96.311.600 m3, mas o presidente da Associação de beneficiários do Roxo (ABR), que gere o empreendimento garante que não faltará água nos campos.

“Não há esse risco porque estamos a fazer adução [de água] de Alqueva. É por isso que o armazenamento está mais alto, senão tínhamos a barragem neste momento a zero”, afiança ao “CA” António Parreira.

Apesar do Roxo estar a receber água do Alqueva para fazer face à falta de chuva, esta operação não está a ter implicações no preço final da água cobrado pela ABR aos agricultores. Em Assembleia Geral a associação aprovou assumir parte desses custos durante este ano, situação que, se mantiver a seca, dificilmente se repetirá no ano seguinte.

A Federação Nacional de Regantes de Portugal (Fenareg) vai presidir, nos próximos quatro anos, à Irrigants d’Europe, que reúne as principais associações europeias gestoras de água para a agricultura e que foi hoje constituída em Santarém. A Irrigants d’Europe integra, além da Fenareg, a Associação Nacional de Consórcios de Gestão e Tutela do Território Irrigado (ANBI), de Itália, a Federação Nacional das Comunidades Regantes de Espanha (Fenacore) e a Irrigants de France (França), que representam mais de 7,7 milhões dos 10,2 milhões de hectares de regadio existentes na Europa (75%).

José Núncio, presidente da Fenareg e da Irrigants d'Europe, afirmou, na cerimónia de constituição da associação europeia, realizada na Feira Nacional da Agricultura, que decorre em Santarém até domingo, que um dos principais objetivos é “conseguir um melhor diálogo com as instituições europeias”. Presente na cerimónia, o ministro da Agricultura, Luís Capoulas Santos, frisou a importância da criação de uma organização europeia, que, numa primeira fase, congrega os regantes dos países do sul da Europa e que vai ser presidida por um português, “no momento em que começa a negociação para a nova Política Agrícola Comum (PAC) pós 2020”.


Apresentação do novo elenco social da

Associação de Beneficiários do Roxo triénio 2017-2019

Em virtude da eleição para os órgãos sociais da Associação de Beneficiários do Roxo, realizada em 28 de Março de 2017, vimos apresentar o novo elenco social desta Associação para o triénio 2017 - 2019: